Idolos...

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UM SALTO PARA O FUTURO - JOÃO RICARDO

BEM VINDO AO MUNDO NOVO

OBRIGADO POR ACESSAR MEU BLOG. SEJAM TODOS BEM VINDOS A ESTA NOVA VIAGEM. ESPERO QUE POSSAMOS TROCAR CONHECIMENTOS CULTURAIS REFLETINDO NOSSOS COSTUMES E NOSSO APRENDIZADO NESTE MUNDO. e FAÇAMOS DELE O MELHOR

quarta-feira, 3 de março de 2010


EXPRESSÃO DO BARROCO PORTUGUÊS EM MINAS GERAIS
Igreja de nossa Senhora do Carmo - SJDR
(N. Sra. do Monte Carmelo)
Detalhes Nas Torres : Águia - Símbolo de Deus
Galo - Símbolo do Homem
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vº PANAMERICANO DE DOWN-HILL

Vº PANAMERICANO MTB - DOWN-HILL - 2001
Acima: Os campeões SEBASTIAN VASQUES E BERNARDITA PIZZARO
Abaixo: Markolf Berthold e o Menino João Ricardo
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O ESPORTE FICA COMO EXEMPLO

Quem teve a oportunidade, nesta manhã ensolarada de domingo, de 07 de fevereiro de 2010 , de assistir pelo Esporte Espetacular (Rede Globo de Televisão), a Prova de Down Hill Urbano - DESCIDA DO MONT SERRANT, em Santos-SP, vibrou muito. De fato, campeões à parte, o catarinense Marcolf Berthold marcou presença na prova. Afinal ele é a Lenda do Montain Bike, na modalidade Down Hill, no Brasil. E, depois de correr por equipes de ponta internacional como a Global Rancing Montain Bike Tean e a Scott Brasil, Marcolf continua prestigiando esse esporte radical. E, não é para menos, pois, ao lado de outro veterano, o paulista Walace Miranda, de Aparecida do Norte, os dois representam condignamente o Brasil, no que há de mais notável nessa modalidade esportiva. Pois bem, para se ter uma idéia do desprendimento e da amabilidade do veterano Markolf Berthold, responsável direto pela divulgação da prática do Down-Hil no Brasil, destacamos momentos de descontração, quando em 2001, em Caxambu - Sul das Minas Gerais, o Catarinense após machucar-se numa queda nos treinos fez questão de prestigiar a prova até o final. A queda lhe tirou o Campeonato, já que era o favorito. Mas, mesmo assim,durante toda a prova principal MarKolf virou a atração da garotada caxambuense. Tirando fotos com todos e incentivando a galerinha. Hoje, 09 anos já são passados. E, entre os meninos que receberam a atenção do Lendário Markolf , lá estava meu filho com 04 anos de idade (vide foto acima) . Aos 14 anos e a partir de 2010, João Ricardo passou a competir pelo Paulista de Montain bike Dow - Hill, na categoria Juvenil. Ao lado dele outros garotos da época, como Bruno Baco , também participam das provas realizadas no Estado de São Paulo, onde estão os melhores atletas do Brasil. Voltando ao Panamericano, parece que a queda nos treinos de 2001, em Caxambu-MG trouxeram sorte ao piloto catarinese, pois, no ano seguinte, em 2002, no VIº CAMPEONATO PANAMERICANO DE MONTAIN BIKE DOWN-HILL disputado no Chile, Markolf Berthold trouxe a primeira Medalha de Ouro para o Brasil. É bom, não esquecer que Markolf venceu justamente SEBASTIAN VASQUES, o chileno favorito, que em 2001, em Caxambu-MG, havia vencido o Vº CAMPEONATO PANAMERICANO, De tudo isso fica para Caxambu e para todos nós, uma constatação : O Esporte além de agregar valores éticos e morais, também serve como um bom exemplo. Veja a geração daqueles meninos de 2001, hoje marcando presença no Down-Hill Nacional. É pena, que só o Governo Municipal da cidade Estância de Caxambu, não enxergue este fato. Essa geração de meninos que insistem em praticar o Montain bike Down Hill podem contar , apenas, e tão somente com os seus Paitrocinadores e Mãetrocinadoras. De resto fica a esperança para que as autoridades municipais acordem, enquanto há tempo. Afinal, nem só de futebol vive o Esporte. É bom não esquecer que à época o Vº PAN MTB Chanpionship contou com o apoio incondicional da CBC - Confederação Brasileira de Ciclismo e Federação Mineira de Ciclismo, sob a promoção de PANDA Promoções e Eventos Ltda, Supervisionado pela UCI - União de ciclismo Internacional e COPACI - Confederação Panamericana de Ciclismo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FOTO - DANTAS MOTA


DANTAS MOTA
UM POETA EM AIURUOCA
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domingo, 31 de janeiro de 2010

FOTO - DR. JULINHO DE AIURUOCA -MG



O DR. JULIO SANDERSON DE QUEIROZ
MÉDICO CIRURGIÃO FILHO DE AIURUOCA -MG
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O DR. JULINHO DE AIURUOCA

Meu caro amigo Dr. Julinho, hoje, lembrei-me de você ao reler Guimarães Rosa. Me veio à mente sua magistral abordagem sobre SAGARANA, a divina obra do Diplomata Mineiro que dignificou e perpetuou a imagem dos Sertões de Minas , divulgando-a pelos quatro cantos do Mundo. Adorava vê-lo falar com tanta desenvoltura sobre os personagens da Vereda e do Sertão das Gerais. Enfim, Dr. Julinho e Guimarães Rosa tinham afinidades. Ambos médicos. Ambos cronistas de seu tempo. Cada qual com seu estilo próprio. Um era o Julinho de Aiuruoca, o outro o famoso filho de Cordisburgo. Ambos nascidos no País das Gerais, como assim tratava Minas, o poeta Dantas Mota, nascido em Carvalhos-MG, mas radicado em Aiuruoca, no Sul de Minas. A quem o Dr. Julinho dedicou estreita amizade. Entusiasta das historias de sua terra natal contou-me o Dr. Julinho que quando os Bandeirantes Paulistas cruzaram a Serra de Mantiqueira, lá na Garganta do Embaú, acima do Passa Quatro avistaram ao longe uma formação rochosa e indagaram ao guia Índio que os acompanhava : E lá, o que é lá aquilo? Ao que o Silvícola prontamente respondeu : JURUOCA (ou Aiuruoca: Morada do Papagaio). Pronto. Estava ali, naquele momento, traçado o destino aventureiro do caçador de índios e das pedras esmeraldas. Quem pode saber, se o Dr. Julinho com sua sabedoria rica em detalhes e sua mente fértil em sonhos, não estaria a me insinuar fosse aquele Bandeirante Paulista, o velho Fernão Dias? O próprio Caçador das Esmeraldas.
Talvez sim. Por que, não ?
Ou talvez, quem saiba, fosse apenas a projeção do sonho do menino do Juruoca. Rio e Montanha. Água e Pedra. Papagaio e Oca. Obra da natureza concebida pela bondade divina, de um só Deus. Misteriosamente ao mesmo tempo : Paí, Filho e Espírito Santo.
Santíssima Trindade
referenciada pelo discípulo de Hipócrates.
Logo ele, religiosamente Socialista.
Devo admitir que, para o Dr. Julinho a medicina era a arte da ética. pois, ele sempre firmou:

" O HOMEM SÓ CONSPIRA CONTRA A VIDA QUANDO ELOUQUECE".

Em defesa da vida contava histórias do médico da corte do Imperador Napoleão Bonaparte : Dr. DEUGENETTE . "Deugenette levou Napoleão para visitar o isolamento dos doentes de cólera. Napoleão , emocionado , ordenou que Deugenette praticasse a eutanásia. Mas, Deugenette respondeu : " Mon devoir n'est point de tuer mais conserver".
Nesta passagem simbólica do diálogo entabulado entre o Médico e o Soldado, Dr. Julinho afirmava: "Conservar a vida é o dever do herói de curar." Enquanto a missão do soldado é Matar. Daí a grande diferença entre os heróis anônimos de curar e os heróis de matar . Os primeiros estão nos hospitais, nos alfarrábios médicos, nos laboratórios de ciência, junto ao leito dos moribundos. Enquanto os outros, heróis de matar estão nos Monumentos das Praças Públicas, nos Livros de História e nos filmes do Cinema ou da TV.
Nunca me emocionei tanto, quando o Dr. Julinho me contou o episódio em que conheceu o Dr. Jucelino kubitschek de Oliveira. Um amigo comum, certa feita em Belo Horizonte, lhe perguntou :Quer conhecer uma pessoa de raro saber? Ao que prontamente o Dr. Julinho lhe respondera que sim. E, qual não foi a surpresa, quando lhe foi apresentado o Dr. Jucelin0 Kubitschek, então Prefeito de Belo Horizonte. Oportunidade em que o Prefeito, também médico, achava-se empenhado com a modernização da Capital Mineira. Dr. Jucelino falava com entusiasmo sobre o conjunto arquitetônico da Pampulha , cujas obras haviam sido confiadas ao Arquiteto Oscar Niemayer. Os detalhes da Igrejinha da Pampulha com a arrojada arquitetura em curvas de concreto concebida por Niemayer, os azulejos de Zanini e os traços da pintura modernista de Portinari e os jardins de Burle Marx impressionavam a todos. Especialmente ao Prefeito, agora candidato ao Governo do Estado e, que não esqueceu de acrescentar ao projeto a Casa do Baile. Local onde funcionou um dancing popular e onde, certamente o peixe vivo foi tocado e cantado. O jovem Dr. Julinho de Aiuruoca era quem estava ali, frente a frente com um outro colega médico, que se despontava para a política, nutrido, também, por sonhos de liberdade acalentados pela modernidade do tempo. A sorte estava lançada.
Contou-me, que voltou ao Rio de Janeiro, onde exercia a medicina, com entusiasmo pelo que ouviu do Jucelino e, pelo que viu na Capital Mineira.
Ele mesmo, o Dr. Julinho, Filho de Aiuruoca que tanto vibrava com a semente da liberdade plantada em Minas e no Brasil, pelo Inconfidente Joaquim José da Silva Xavier - O Tiradentes, agora, acabara de conhecer um novo herói das Minas Gerais. E este não era nascido em São José Del Rey, em São João Del Rey ou Vila Rica, nem em Cachoeira do Campo ou muito menos em Mariana. Jucelino era filho de Diamantina.
E Jucelino Kubitschek desde este primeiro encontro havia mudado a ótica política do pensamento do filho de Aiuruoca. Ao que parece se não foi Dr. Pedro Nava, teria sido José Aparecido de Oliveira, quem lhe apresentou Jucelino. Era, mesmo verdade, o Dr. Jucelino, um homem de raro saber. Ali, naquele exato momento, acredito eu, havia sido selada a simpatia de Julinho por JK.
Portanto, era esse Dr. Julinho de Aiuruoca, que em suas horas de lazer vinha para sua terra natal clinicar gratuitamente para os pobres e exercer a atividade de médico cirurgião no modesto Hospital da cidade. Hoje aquele nosocômio leva seu nome, em homenagem sincera de reconhecimento do povo de lá à figura de quem soube honrar o exercício de sua profissão com ética. Formou-se em 1937, pela famosa Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro , foi responsável direto pela implantação da Residência Médica no País, além de Secretário Adjunto do Ministro da Saúde Dr. Jamil Haddad (Governo Itamar Franco) e Secretário de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro (Pref. Jamil Haddad). A ultima vez que estive com o Dr. Julinho em vida, foi em sua casa em Aiuruoca, no ano de 2001. Naquela oportunidade ele deu a meu filho de 04 anos de idade, uma Pena de Pavão, de uma ave de sua Chácara Lagoa Mansa. Ainda, guardo comigo aquela pena de pavão. Entre as várias obras literárias que publicou destacam-se :HERÓIS DE CURAR (Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro - Sindicato Nacional de Editores de Livros-RJ); TIRADENTES 1746-1792 - GRÁFICA SEGRAN LTDA - Baependi-MG; "A MORTE É NOTÍCIA, -A CURA É ANÔNIMA " Reflexões Sobre A Arte de Curar- LÉO CHRISTIANO EDITORIAL LTDA - 2001. Este artigo é parte de uma entrevista concedida a mim como repórter, no ano de 2000 , e autorizada a divulgação pelo próprio Dr. Julio Sanderson de Queiroz.